Planejar uma loja nova em Magento ou Adobe Commerce envolve decisões que aparecem em ordem: o que a loja precisa fazer, onde ela fica hospedada, como é o visual, quais sistemas se conectam a ela, como é testada e quem cuida dela depois do lançamento. Este guia para o processo de desenvolvimento Magento organiza essas decisões em fases, para você saber o que esperar de cada uma.
O guia serve para quem vai contratar o projeto e quer acompanhar o trabalho com segurança, e também para quem vai executá-lo e precisa de um roteiro. Ao final, você terá uma visão de cada fase, dos requisitos técnicos e dos erros mais comuns.

Principais pontos
- Um bom projeto começa por planejamento: requisitos, integrações, hospedagem e prazos definidos antes do código.
- A escolha da versão e da oferta do Adobe Commerce define requisitos técnicos e o ciclo de atualizações da loja.
- Testes funcionais, de desempenho e de segurança acontecem antes do lançamento, e não depois.
- O trabalho continua depois do lançamento: patches de segurança, monitoramento, correções e evolução.
- Documentação, repositório de código e acessos em nome da empresa dona da loja facilitam qualquer mudança futura.
O que é Magento e Adobe Commerce
O Magento é uma plataforma de e-commerce com versão de código aberto. A versão comercial se chama Adobe Commerce, e a versão de código aberto da plataforma se chama Magento Open Source. A plataforma oferece muita liberdade para quem desenvolve, e essa liberdade pede responsabilidade: instalação, hospedagem, atualização e segurança precisam de acompanhamento técnico.
Em 2026, a Adobe oferece o Adobe Commerce em mais de um formato:
- Magento Open Source: produto separado, que você instala e mantém na sua infraestrutura.
- Adobe Commerce (on-premises): instalado e mantido pela sua equipe ou pelo seu parceiro.
- Adobe Commerce on cloud infrastructure: hospedagem em nuvem gerenciada, com serviços como PHP, banco de dados, cache e filas já provisionados.
- Adobe Commerce as a Cloud Service: plataforma gerenciada pela Adobe, sem versões para atualizar. As customizações seguem um modelo diferente, com aplicações externas à plataforma.
A escolha depende do tamanho da operação, do nível de customização e da equipe que vai cuidar da loja. Vale discutir essa decisão no início, porque ela muda o desenvolvimento e o custo de manutenção.
Fases do desenvolvimento de uma loja Magento
1. Planejamento e estratégia
Antes de instalar qualquer coisa, defina o que a loja precisa fazer. Uma lista básica:
- Mapa do site: páginas da loja (início, categorias, produtos, carrinho, checkout, conta do cliente, páginas institucionais).
- Design: tema pronto, tema adaptado ou layout exclusivo.
- Funcionalidades: filtros, avaliações, programa de fidelidade, listas de desejos, comparação de produtos.
- Integrações: ERP, CRM, automação de marketing, marketplaces, logística.
- Pagamento e frete: meios de pagamento, antifraude e transportadoras.
- Idiomas e moedas: necessários para lojas com várias operações.
- Prazos e metas: datas de cada etapa e o que é essencial para o lançamento.
Analise também a concorrência e o público. Se os concorrentes têm uma experiência fraca no celular, por exemplo, uma boa experiência móvel é uma oportunidade de se destacar.
2. Hospedagem e infraestrutura
A hospedagem precisa suportar o tráfego esperado e as campanhas. Uma opção é a nuvem da AWS, que atende lojas pequenas e grandes. O desenho da infraestrutura inclui servidor web, banco de dados, busca, cache e filas, além de ambientes separados de desenvolvimento, homologação e produção. Conheça nossa infraestrutura AWS para Magento.
Segundo a Adobe, a recomendação para o cache de página completa em produção é usar o Varnish, que é bem mais rápido que o cache embutido.

Escolha também o nome de domínio: algo fácil de lembrar, ligado à marca e simples de digitar.
3. Instalação e configuração inicial
Na instalação, o ambiente precisa estar na combinação de versões que a Adobe suporta. Veja o que a documentação da Adobe lista em 2026:
- Adobe Commerce 2.4.9: PHP 8.5, MySQL 8.4 ou MariaDB 12.3, OpenSearch 3, Composer 2.10, nginx 1.30 e Valkey 9.
- Adobe Commerce 2.4.8: PHP 8.4 ou 8.3, MySQL 8.4 ou MariaDB 11.4 ou 11.8, OpenSearch 3, Composer 2.10, nginx 1.30 e Valkey 8.1.
- Adobe Commerce 2.4.7: PHP 8.3 ou 8.2, MariaDB 10.11 ou 11.8, OpenSearch 2.19 ou 3, Composer 2.10, nginx 1.30 e Valkey 8.1. Nas últimas correções dessa versão, o MySQL não é mais suportado.
A Adobe suporta apenas as combinações listadas, então os números acima valem como conjunto e precisam ser conferidos na tabela oficial de requisitos antes de cada projeto. As versões mudam a cada patch, e quem planeja a loja precisa acompanhá-las.
O método de instalação recomendado pela Adobe é o Composer. A instalação por clone do GitHub é indicada para quem contribui com o código da plataforma. Depois da instalação, acesse o painel administrativo, configure as lojas, os idiomas, as moedas, os impostos e os meios de envio e de pagamento.
O ciclo de vida da versão também importa. Em 2026, a Adobe lista suporte regular até 31 de maio de 2027 para a 2.4.7, até 31 de maio de 2028 para a 2.4.8 e até 31 de maio de 2029 para a 2.4.9. Escolha uma versão com um bom período de suporte pela frente. A página de versões do Adobe Commerce traz as datas atualizadas.
4. Design e experiência do usuário
O Adobe Commerce acompanha dois temas: o Luma, descrito pela Adobe como um tema de demonstração, e o Blank, que serve de base para a criação de temas próprios. Para uma loja em produção, é comum partir do Blank ou de um tema de mercado e adaptar à marca.
O trabalho de design cobre:
- identidade visual (cores, fontes, imagens);
- navegação e estrutura de categorias;
- busca e filtros;
- páginas de produto e de categoria;
- carrinho e checkout, com o menor número possível de etapas e campos;
- versão para celular, que precisa ser pensada junto com a versão para computador.
Um design bem resolvido ajuda o cliente a chegar ao checkout, e também facilita o trabalho de SEO, porque páginas claras e rápidas são mais fáceis de rastrear e de usar.
5. Desenvolvimento, integrações e extensões
Esta fase transforma o planejamento em funcionalidades:
- Configuração do catálogo: atributos, categorias, preços, estoque e regras promocionais.
- Integrações personalizadas: ERP, CRM, gateways de pagamento, antifraude, frete, marketplaces e ferramentas de análise. A Adobe documenta as APIs REST e GraphQL para integrações.
- Extensões: use extensões de mercado quando fizerem sentido e desenvolva módulos sob medida para regras específicas do negócio.
- Qualidade de código: repositório com controle de versão, revisão de código e registro das decisões.
Para cada integração, defina quem é a fonte de cada dado e o que acontece quando o sistema do outro lado fica lento ou indisponível. Falhas de integração aparecem justamente quando o volume de pedidos aumenta.
6. Testes antes do lançamento
Teste a loja em camadas:
- Testes funcionais: catálogo, busca, carrinho, cupons, checkout, frete e pagamentos, em cada meio.
- Usabilidade: navegação com usuários reais, principalmente no celular.
- Desempenho: teste de carga com a jornada completa de compra, e não só a página inicial.
- Segurança: revisão de acessos, de permissões, de extensões instaladas e de configuração do servidor.
- Compatibilidade: principais navegadores e dispositivos.
- Integrações: pedidos de ponta a ponta, do site até o ERP e a logística.
Registre os resultados e corrija os problemas antes de marcar a data de lançamento.
7. Otimização e lançamento
Antes de publicar, revise o SEO técnico (URLs, redirecionamentos das páginas antigas, sitemap, dados estruturados e metadados) e o desempenho (imagens otimizadas, arquivos CSS e JavaScript reduzidos, CDN). Planeje a virada: horário, passos, plano de retorno e quem acompanha. Em uma migração, confira os redirecionamentos logo após a virada.
8. Pós-lançamento
O lançamento marca o início da operação. Depois dele, a loja precisa de:
- monitoramento de disponibilidade, desempenho, filas e integrações;
- patches de segurança: a Adobe publica as correções do Adobe Commerce todo mês, na segunda terça-feira, e também fora desse calendário quando uma vulnerabilidade crítica já está em exploração;
- correções e ajustes de rotina;
- upgrades de versão planejados antes do fim do suporte;
- evolução do catálogo, das campanhas e das funcionalidades.
Defina antes do lançamento quem faz cada uma dessas tarefas. Veja como funciona a sustentação de Magento.

Erros comuns no desenvolvimento de uma loja Magento
- Começar o desenvolvimento sem requisitos e sem prioridades.
- Escolher a hospedagem só pelo preço, sem considerar os picos de acesso.
- Instalar extensões demais, sem avaliar o impacto no desempenho e na segurança.
- Deixar os testes de carga para depois do lançamento.
- Manter o código e os acessos em contas do prestador.
- Não planejar patches e upgrades.
Como a Trezo pode ajudar
A Trezo trabalha só com Magento e Adobe Commerce desde 2009. Fazemos implantação, upgrades, módulos sob medida, infraestrutura na AWS e sustentação e evolução, e monitoramos as lojas dos nossos clientes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Somos Adobe Solution Partner e AWS Partner, com certificação ISO 27001. Para projetos que precisam entrar no ar mais cedo, conheça o Fast Track.
Se você está planejando uma loja nova, fale com nossos especialistas.
Perguntas frequentes
Planejamento, hospedagem e infraestrutura, instalação e configuração, design e experiência do usuário, desenvolvimento e integrações, testes, otimização e lançamento, e pós-lançamento com suporte e evolução.
O Magento Open Source é um produto separado, que você instala e mantém na sua infraestrutura. O Adobe Commerce é a oferta comercial da Adobe, disponível em formatos como on-premises, em infraestrutura de nuvem gerenciada e como serviço de nuvem.
Dependem da versão. Para a 2.4.8, por exemplo, a Adobe lista PHP 8.4 ou 8.3, MySQL 8.4 ou MariaDB 11.4 ou 11.8, OpenSearch 3, Composer 2.10, nginx 1.30 e Valkey 8.1. Confira a tabela oficial antes de cada projeto.
A Adobe recomenda a instalação por Composer. O clone do GitHub é indicado para quem contribui com o código da plataforma.
Depende do escopo, das integrações e do nível de customização. Uma loja com poucas integrações é bem mais rápida de entregar que uma operação com ERP, marketplaces e regras complexas. O planejamento define o prazo real.
A operação continua: monitoramento, patches de segurança, correções, upgrades de versão e evolução. Defina quem faz cada tarefa antes do lançamento.
O desenvolvimento exige conhecimento técnico da plataforma. Muitas empresas contratam um parceiro especializado para planejar, implantar e manter a loja, e o ponto principal é manter o código e os acessos em nome da sua empresa.


