Pix é usado em 30% das compras no e-commerce

O Pix é o pagamento instantâneo brasileiro, lançado pelo Banco Central (BC) há mais de três anos. Rápido, prático e seguro. Por isso, o Pix se tornou o método de pagamento queridinho dos brasileiros no e-commerce.

A expectativa é que o Pix ganhe uma importância ainda maior nos próximos anos. Atualmente o Pix representa 30% do volume de transações no e-commerce nacional, segundo dados da pesquisa The Global Payments Report 2024, feita pela empresa de processamento de pagamentos Worldpay. A instituição ainda projeta que o Pix represente 50% do volume de vendas online até 2027.

De acordo com Juan Pablo D’Antiochia, vice-presidente sênior da Worldpay na América Latina, entre os mercados com grandes populações, o Brasil é líder global no segmento A2A (Account to Account), modalidade em que o Pix se encaixa. Essa modalidade inclui qualquer tipo de pagamento em que o valor é debitado diretamente da conta, como no caso do cartão de débito.

Na nova geração de produtos A2A, o Pix está no topo da lista. Os cartões de débito são historicamente muito usados na Europa, por exemplo, mas ninguém esperava que o Pix em menos de quatro anos fosse ganhar uma fatia tão relevante do mercado. Foi a transformação mais rápida da história em meios de pagamento, e virou caso de estudo para outros países. O Pix também chama a atenção por ter sido impulsionado pelo Banco Central, e não pela iniciativa privada.

O executivo destaca que outros países possuem soluções parecidas, como o FedNow, lançado pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, mas que não foi aceito pela população. O crescimento na utilização do Pix será exponencial à medida em que o Banco Central permitir novos usos, como o parcelamento de compras.

O banco central de qualquer país pode criar um meio de pagamento que, se o consumidor não gostar, não vai usar. O Pix atendeu uma necessidade que estava latente nos consumidores brasileiros. A modalidade foi a grande responsável pela queda do uso do dinheiro em espécie nos pontos físicos. O fato de não ter que carregar dinheiro em espécie é um alívio tanto para o consumidor e o vendedor, por questões de segurança.

De acordo com a pesquisa da Worldpay, o dinheiro em espécie vem perdendo espaço para os pagamentos digitais. O uso de dinheiro físico correspondeu a 22% das transações em 2023, uma queda em relação a 2022, quando era de 26%. A projeção é de chegar a 12% em 2027.

pix e-commerce
Adobe Commerce (Magento) Fast Track, seu e-commerce pronto em apenas 30 dias

O crescimento do Pix no mercado A2A

Juan também diz que, em um futuro próximo, o Pix pode começar a abocanhar uma fatia do mercado de cartões de crédito, com a possibilidade de parcelar as compras. Atualmente, no Brasil, o cartão de crédito lidera as transações no e-commerce, com 40% do volume nas lojas online, e 36% nos pontos de venda.

Provavelmente o Pix vai avançar no mercado dos cartões, mas não substitui, já que o cartão oferece vantagens além do parcelamento. Por exemplo, com o cartão o consumidor tem a possibilidade de contestar compras em caso de fraude, além de ter benefícios, como pontos, milhas, e até mesmo seguros. Coisas dessa natureza oferecem valor agregado ao cartão de crédito, que não será substituído pelo Pix.

Quando o assunto são as carteiras digitais, o Brasil ainda está atrás de outros países. A modalidade correspondeu a apenas 16% do volume de transações no e-commerce em 2023. A Argentina lidera a América Latina em pagamentos de comércio eletrônico com as carteiras digitais, com quase o dobro de transações do Brasil.

Na Europa, carteiras digitais lideram o e-commerce, representando 30% do valor transacionado, com expectativa de chegar a 40% em 2027.

Fonte: Startups